Coleta de Material de Cérebro Suíno para análises bacteriológicas

Coleta de Material de Cérebro Suíno para análises bacteriológicas

Dr Luiz Eduardo Ristow

Introdução

Para um bom diagnóstico, seguro e confiável, é necessário que a colheita de material seja bem realizada, evitando-se contaminações.

Este procedimento é importante também para que o diagnóstico bem feito possa gerar cepas de bactérias, no caso de Estreptococos, que serão utilizadas para produzir Vacinas Autógenas.

O procedimento abaixo descrito é simples e rápido e deve ser realizado sempre com uso de EPI (Equipamento de Proteção individual), como luvas. O material utilizado deve ser estéril e o procedimento deve seguir boas práticas.

Todo resto de material deve ser descartado corretamente de modo a não oferecer risco e sem acesso a animais (compostagem ou incinerador).

Passo a Passo:

  1. Animal com sintomatologia ou morte súbita é selecionado.
  2. Certifique-se que a cabeça esteja limpa ou limpe-a com papel seco. Solução desinfetante pode ser usada para descontaminação superficial.
  3. Faça incisões de modo a constituir um losango.
  4. A faca deve atingir e marcar a calota óssea craniana de modo a facilitar o acesso da serra.
  5. Proceda ao afastamento da pele.
  6. O afastamento da pele permitirá o deslize mais fácil da serra.
  7. Proceda com cuidado para evitar acidentes.
  8. Posicione a serra (lamina estéril) sobre a marca deixada pela faca na parte óssea e inicie o processo de abertura serrando um dos lados do losango.
  9. Ao atingir a cavidade craniana sem aprofundar muito, retire a serra e inicie a serra outro lado do losango
  10. Proceda da mesma maneira sempre tomando cuidado.
  11. Proceda da mesma maneira e finalize o quarto corte que finaliza o losango de placa óssea.
  12. Com auxilio de uma pinça ou um gancho (estéril), abra a cavidade deslocando a placa para cima e assim expondo o cérebro do animal.
  13. Proceda a inspeção visual e registre os achados observados.
  14. Com auxilio de uma pinça (estéril) retire a meninge que recobre o cérebro.
  15. Proceda a nova inspeção visual e registre a ocorrência de edema, congestão (vasos sanguíneos repletos), presença de material purulento (processo inflamatório), outras ocorrências ou mesmo a ausência de alterações perceptíveis.
  16. A descrição das alterações observadas é importante e auxilia nos exames.
  17. Sendo o objetivo a coleta de material para cultura (isolamento bacteriano) e antibiograma, introduza o swab (hisopo) na massa cerebral.
  18. Retire o swab com material e armazene o swab num tubo de ensaio ou na sua embalagem original. Após a coleta do material para exame microbiológico, sugere-se colher também um pequeno fragmento para exame histopatológico (este exame pode ser importante para casos de suspeita de doença do edema).
  19. Estando o material bem acondicionado, identifique-o e mantenha em refrigeração mesmo durante o transporte. Importante: junto com o material, encaminhe uma ficha de solicitação de exame com dados do material e da granja.
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