Colheita de amostra biológica e envio ao lab. de Patologia Clínica Vet ABRASE Nº 4

Patologia clínica Veterinária

Colheita e remessa de material para exames de laboratório:

Introdução:

Atualmente, no meio veterinário, existe um conceito equivocado de que análises laboratoriais são pouco práticas ou de pouca valia, e ainda existe o mito de que o cliente não vai se habilitar a pagar por um exame laboratorial. Todos são conceitos infundados e talvez sejam fruto da incapacidade técnica do próprio profissional veterinário em saber solicitar ou interpretar tais exames. Atualmente, as análises laboratoriais representam fundamental ferramenta no processo de diagnóstico precoce de enfermidades. Um hemograma completo, por exemplo, é capaz de apontar anormalidades patológicas muito antes de as alterações clínicas serem detectadas. Os vários componentes de um hemograma completo podem fornecer valiosas informações sobre as condições internas do paciente. Podemos perceber de forma precoce alterações que indicam bacteremias, parasitemias ou viremias, processos anêmicos diversos, verificar a presença de hemoparasitas, dentre tantas outras possibilidades. Desta forma os parâmetros hematológicos e parâmetros bioquímicos são fundamentais para uma adequada abordagem terapêutica e prognóstico, onde o clínico deve orientar a prescrição de medicamentos em função da capacidade fisiopatológica do paciente. Em resumo, o clínico deve buscar o apoio laboratorial não somente para o diagnóstico diferencial microbiológico ou imunológico, mas fundamentalmente para poder oferecer ao paciente uma conduta médico-veterinária de excelência e que maximize as chances de sucesso no tratamento deste paciente. Desta forma o profissional médico veterinário que faz uso de análises laboratoriais como rotina também valoriza o seu profissionalismo e documenta o seu diagnóstico, deixando para trás aquele profissional que faz uso somente da sua “intuição” clínica.

Porém, para que o laboratório possa executar um serviço de análise adequado, é fundamental que a amostra enviada esteja perfeitamente adequada para o procedimento técnico de análise, sob pena de sofrer importantes erros de interpretação e comprometer assim a confiabilidade dos resultados.

Pode parecer pejorativo, mas em verdade grande parte dos profissionais veterinários não sabe, ou peca por negligência, na hora de colher e remeter adequadamente material para análise. Para que o laboratório possa corresponder ao que se espera, torna-se fundamental que normas técnicas, tanto de colheita quanto de remessa de material, sejam observadas. Estas normas serão expostas a saber:

Exame de fezes:

O exame de fezes pode fornecer ao clínico uma série de informações não somente com relação aos distúrbios do trato digestivo como também das enfermidades localizadas em outros órgãos. As amostras podem ser destinadas a exames parasitológico, bacteriológico, virológico ou químico.

Colheita:
Em animais de grande e médio porte (inclusive cães, caprinos e ovinos) e que sejam acostumados ao contato direto com o homem, o ideal é que se colha o material diretamente da ampola retal destes animais por toque retal, manual ou digital. Para aqueles animais que não permitem este tipo de manipulação, ou em locais onde esta técnica se torna dificultosa, devemos colher a porção superior do bolo fecal defecado naturalmente, que não teve contato com o solo. Fitas adesivas transparentes, tocadas na região em torno do ânus e depois colocadas sobre laminas de vidro, podem ser de grande valia para a detecção de parasitas como por exemplo os Oxiuris sp. que depositam seus ovos nesta região.

Geralmente, uma quantidade em torno de 10 gramas de fezes é perfeitamente suficiente para um completo exame parasitológico de fezes.
Existe ainda a possibilidade de se fazer um lavado retal via sonda para colher material para análise. Para tanto deve-se utilizar uma sonda plástica acoplada a uma seringa que é introduzida no reto do animal, dispersar o líquido de lavagem e puxar em seguida o êmbolo da seringa. Para este caso, recomenda-se que seja utilizada solução fisiológica salina para evitar a lise osmótica de elementos celulares ou organismos unicelulares. Um volume de cerca de 10 a 20 ml de lavado retal é suficiente para análise.

O material para coprocultura pode ser colhido utilizando swabs estéreis. Neste caso, coleta-se material diretamente do reto do animal, abrindo o invólucro do swab apenas no momento da coleta e evitando encostar o mesmo nos pêlos do animal.

Não utilize recipiente diferente dos padronizados. Um bom laboratório fornece os recipientes indicados para coleta de fezes.

» Conservação:

Existem duas técnicas básicas para se preservar as fezes caso estas não possam ser remetidas imediatamente ao laboratório: O frio e o MIF.

O frio de geladeira (cerca de 8º a 10º C) conservará bem as fezes por um período de um a dois dias. Esta técnica não vai alterar a capacidade evolutiva de ovos, oocistos e bactérias, permitindo a realização de culturas para obtenção de larvas ou coproculturas bacterianas. Mas é importante lembrar que não se deve congelar as fezes. O congelamento destrói os elementos celulares.

O MIF (Mertiolate, Iodo, Formol) preserva morfologicamente os ovos de helmintos, oocistos de protozoários e larvas por um longo tempo. Permitem também as técnicas de enriquecimento e concentração de rotina. É o preservativo de escolha para colheita de múltiplas amostras em dias distintos. Mas é importante salientar que a quantidade de fezes deve ser proporcional à quantidade do conservante. O material fecal deve estar submerso em boa quantidade de MIF, e não o contrário. Quando o médico veterinário solicita o MIF, o paciente deve receber um frasco para cada amostra solicitada. Colha, como para o exame parasitológico comum, uma amostra diferente por frasco. Após colocar as fezes no frasco, devemos fechar bem o frasco e agitar para dissolver as fezes no líquido conservante.

Para a identificação de parasitas encontrados, deve-se utilizar o formol a 10% ou em álcool a 70%.

» Identificação das Amostras:

A identificação deve conter nome do animal, o nome do proprietário do animal, a espécie e raça, sexo, idade, a data e hora da colheita, o conservante adotado e um breve histórico do problema. Informe ao laboratório todos os medicamentos que estão sendo usados, mesmo os mais banais.


Exame de urina:

» Colheita:

A urina deve ser colhida com a máxima assepsia. Amostras de urina destinadas a exames químico e microscópico devem ser colhidas em frasco padronizado, fornecido pelo laboratório. A colheita da urina pode ser realizada mediante micção espontânea ou provocada, por compressão da bexiga nos cães e gatos, massagens na região prépubiana nas vacas ou no prepúcio, para os touros; cateterismo ou por punção de bexiga (cistocentese). Em cadelas, ovelhas, porcas, éguas e vacas é preferível que se utilize sondas metálicas apropriadas. Nos machos, sondas flexíveis apropriadas. Exceção se faz a Ruminantes e suídeos machos, nos quais a flexura segmoide impede a passagem de sonda. Nas fêmeas, antes da introdução da sonda, utilizar um espéculo vaginal para facilitar o trabalho. O calibre da sonda varia de acordo com o porte do animal. No cão macho, utilizar sempre sondas de calibre fino devido à presença do osso peniano. Cuidado especial com a assepsia e anti-sepsia para não introduzir agentes infecciosos nas vias urinárias com o catéter, evitando-se também traumatizar a mucosa uretral.

Geralmente, uma quantidade em torno de 10 a 20 ml de urina é perfeitamente suficiente para uma completa análise.

Amostras de urina para exames bacteriológicos (mesmo para exames químicos ou microscópicos) devem preferencialmente ser colhidas diretamente da bexiga, mediante o uso de um catéter estéril ou por cistocentese e devem ser acondicionados em frasco ESTÉRIL fornecido pelo laboratório.

» Conservação:

O frio de geladeira (cerca de 8º a 10º C) conservará bem a urina por um período de cerca de 24 horas. Esta técnica não vai alterar a capacidade evolutiva de bactérias, permitindo a realização de culturas bacterianas. Mas é importante lembrar que não se deve congelar a urina. O congelamento destrói os elementos celulares. É interessante que se proteja a amostra da ação da luz envolvendo-a em papel aluminizado. Na Leptospirose, dependendo da fase da doença, pode-se pesquisar a presença de Leptospira na urina, porém em virtude da grande fragilidade desse microorganismo, o exame deve ser realizado imediatamente após a colheita.

» Identificação das Amostras:

A identificação deve conter nome do animal, o nome do proprietário do animal, a espécie e raça, sexo, idade, a data e hora da colheita e um breve histórico do problema. Informe ao laboratório todos os medicamentos que estão sendo usados, mesmo os mais banais. Em urinálise, qualquer medicamento que altere a cor da urina, mesmo vitaminas como as do complexo B, altera sobremaneira as análises.


Hematologia e Bioquímica Sanguínea:

» Colheita:

Exames de Hematologia e Bioquímica sanguínea podem ser executados perfeitamente com sangue venoso. Em ruminantes e equídeos, a veia jugular é o local de escolha devido ao seu grande calibre e facilidade de acesso. Em suídeos, o plexo venoso auricular oferece o melhor acesso para coleta de amostras. O local indicado para colheita de sangue nos caninos e felinos são as veias jugulares, cefálicas ou sanefas laterais.

» Técnicas de punção:

  • Sempre que necessário depilar a região;
  • Sempre conter adequadamente o animal, se necessário anestesiar o animal;
  • Realizar anti-sepsia local (usar álcool iodado);
  • Fazer o garrote ou fazer pressão com o dedo sobre o vaso sangüíneo a ser puncionado. O garrote não deve ultrapassar 1 minuto;
  • Introduzir a agulha na pele, e em seguida executar um golpe rápido na agulha para que haja perfuração do vaso;
  • Retirar o garrote e aspirar o sangue desejado;
  • Retirar a agulha e pressionar a região puncionada com algodão embebido em álcool iodado;
  • Retirar a agulha da seringa e despejar o sangue lentamente sobre a parede do tubo de coleta;
  • O tratamento adicional do sangue colhido varia de acordo com o tipo de exame.

Para a Pesquisa de Hemoparasitas como Babesia, Erlichia, Haemobartonella, Anaplasma, dentre outros, deve-se realizar a coleta de sangue periférico, ou seja, da ponta da orelha ou da ponta da cauda do animal com a utilização de um Kit Especial para Microcoleta. Veja a seguir a técnica padrão, que aumenta a sensibilidade do exame, conferindo maior segurança para o clínico e para o proprietário.

» Técnicas de punção para diagnóstico de hemoparasitas:

  • Sempre que necessário depilar a região;
  • Realizar anti-sepsia local (usar álcool iodado);
  • Fazer pressão com dois dedos sobre o local a ser puncionado (ponta da orelha ou da cauda). O garrote não deve ultrapassar 1 minuto;
  • Introduzir a agulha na pele, e em seguida executar um golpe rápido na agulha para que haja perfuração do vaso;
  • Despejar o sangue lentamente sobre a parede do funil coletor, acoplado ao minitubo de coleta, tampa roxa;
  • Limpar a região puncionada com algodão embebido em álcool iodado;
  • Com esta técnica o esfregaço sangüíneo será confeccionado no laboratório pela equipe técnica.

Importante: Não utilize recipiente diferente dos padronizados. Evite enviar a amostra biológica dentro de seringas. Um bom laboratório fornece os recipientes indicados para coleta de fezes.

» Tipos de Anticoagulantes:

Para a preservação de uma amostra biológica de sangue para hematologia e algumas análises bioquímicas, se faz necessário o uso de Anticoagulantes específicos. Existem diversos tipo de anticoagulantes, mas os mais empregados são os que seguem abaixo:

EDTA (ácido etileno – diaminotetracético): Este anticoagulante age neutralizando por quelação os sais de cálcio, que é fundamental para os processos de formação do coágulo. É o anticoagulante de escolha em hematologia pois, quando usado corretamente, é o que melhor preserva as células e suas características morfológicas.

Heparina: A heparina evita a coagulação sanguínea por interferir especificamente com a conversão da protrombina em trombina. Pode ser usado em hematologia embora possa interferir um pouco com a coloração das células, em especial os leucócitos. Não é efetiva por um período de tempo superior a um dia. Pode ser empregada quando se pretende fazer análises hematológicas e bioquímicas em uma mesma amostra.

Fluoreto de sódio: É empregado na conservação do sangue para dosagem de glicemia.

Citrato de sódio: É empregado na conservação do sangue para as análises de fibrinogenio, tempo de protrombina ou a coagulometria completa.

Para muitas provas bioquímicas e imunológicas se faz necessário o uso do soro sanguíneo, e para tanto não se deve utilizar nenhum preservativo.

Portanto, as amostras devem ser preservadas em função do exame a ser realizado. Para que fique mais evidente, a amostra biológica destinada ao laboratório pode ser classificada da seguinte maneira:

» Tipos De Amostras Sanguíneas:

Colheita de Sangue Total: Indicado para hemograma completo (contagem global de hemácias, leucócitos, plaquetas, determinação do hematócrito, VCM, HCM, CHCM e dosagem de hemoglobina), dosagem de pH e de metabólitos sanguíneos (glicose, corpos cetônicos, ácido láctico, amônia), presença quantitativa de algum metal (chumbo, zinco, manganês, molibdênio e cádmio).
O sangue deve ser colhido utilizando seringa e agulhas esterilizadas e secas, para evitar hemólise, e depositado em frasco esterilizado e seco, com anticoagulante apropriado. Deve-se retirar a agulha da seringa e depositar o sangue lentamente sobre a parede do frasco, homogeneizá-lo lentamente e enviar ao laboratório no prazo máximo de 24 horas. O gelo deve ser utilizado como conservador.

Colheita de Soro Sanguíneo: É a porção do sangue que pode ser separada do coágulo por decantação, após o sangue natural ter coagulado. É utilizado para os seguintes exames: proteína do soro (proteína total, albumina e globulina), eletrólitos (concentração de sódio, cálcio, potássio, magnésio, fosfato inorgânico e cloro), microelementos (concentração de ferro, cobre e zinco), metabólitos (glicose, nitrogênio residual, ureia, creatinina, bilirrubina e outros), lipidograma (lipídios totais, triglicerídeos, ácidos graxos saturados, colesterol), atividade enzimática sorológica (colinesterases, fostases, desidrogenases e outras) e imunosorologia (pesquisa de anticorpos).

O soro puro, obtido após coagulação do sangue, é preferível para exame. Cuidados devem ser tomados com seringas, agulhas ou tubos que, molhados ou sujos, são causas de hemólise.
Colher 5 a 10 ml de sangue de cada animal (a quantidade poderá ser maior ou menor, dependendo da espécie e do porte do animal) em frasco limpo e seco e incliná-lo imediatamente após a coleta, deixando coagular em temperatura ambiente. Aguardar de 2 a 3 horas e transferir o soro para outro frasco. Lacrar o frasco com esparadrapo ou fita crepe, identificá-lo e colocá-lo em saco plástico, dentro de uma caixa de isopor com bastante gelo que também deve ser ensacado.

Plasma Sanguíneo: É o sobrenadante do sangue total com anticoagulante após centrifugação das células do sangue. Esse procedimento é realizado no próprio laboratório e é indicado para determinação de fatores da coagulação (fibrinogênio, tromboplastina e outros), e de certos metabólitos.

OBS: A temperatura e o período de conservação das amostras de soro sanguíneo e plasma irão variar de acordo com o tipo de substância que se deseja dosar.

» Preparos do Animal

Outro fator de grande importância, principalmente no que tange à interpretação do resultado obtido pela análise, diz respeito ao preparo do paciente para a obtenção da amostra. O jejum é o mais importante procedimento. Jejum para exames de laboratório significa que o animal deveria ficar sem ingerir alimentos de qualquer tipo durante um número de horas determinado. É permitida a ingestão de água e de medicamentos de uso contínuo, desde que o laboratório não especifique o contrário:

Jejum obrigatório de 12 Horas: Colesterol Fracionado, HDL Colesterol, Lipoproteína, Perfil Lipídico, Testes de Tolerância à Glicose, Triglicerídeos.
Jejum obrigatório de 8 Horas: Ácido Fólico, Ácido Úrico, Amilase, Aminoácidos, Antitrombina III, Cálcio, Calcitonina, Catecolaminas, Ferro e Capacidade de Ligação, Fosfatases, Fósforo, gGT, Glicose em Jejum, hGH – Hormônio do Crescimento, Insulina, Paratormônio, Prolactina, Proteína C, Proteína S, Transferrina, VDRL.
Jejum desejável de 8 horas: Creatinina, PSA, Osmolalidade, exames sorológicos (imunológicos) e de coagulação (PT e PTTa) em geral.


» Conservação:

O frio de geladeira (cerca de 8º a 10º C) conservará bem a amostra biológica sanguínea por um período de cerca de 24 a 48 horas. Mas é importante lembrar que não se deve congelar a amostra biológica sanguínea. O congelamento destrói os elementos celulares.

» Identificação das amostras:

A identificação deve conter nome do animal, o nome do proprietário do animal, a espécie e raça, sexo, idade, a data e hora da colheita e um breve histórico do problema. Informe ao laboratório todos os medicamentos que estão sendo usados, mesmo os mais banais.


Transudatos, Exudatos e Líquidos Cavitários:

As técnicas de obtenção de amostra biológica de líquidos transudatos, exudatos e líquidos cavitários seguem basicamente os mesmos parâmetros de uma punção técnica venosa básica, observando-se obviamente as diferenças anatômicas da região do corpo a ser explorada. Há que se considerar também a consistência e a viscosidade do líquido a ser aspirado para a seringa, principalmente em exudatos purulentos de abcessos, que por vezes é tão espesso que só permite aspiração com agulhas de grosso calibre.

Basicamente, deve-se conhecer a anatomia da estrutura a ser puncionada, principalmente se se pretende abordar líquidos cavitários, como por exemplo líquido intraperitoneal. Para obtenção deste líquido, uma das regiões de escolha para a punção é a região da linha branca entre o umbigo e a ponta da cartilagem tifoide. Nesta região, as chances de se atingir a bexiga ou algum órgão importante é menor.

Precisamos lembrar também que alguns destes líquidos coletados podem coagular. Portanto, dependendo da análise que se pretende fazer, pode ser necessário fazer uso de anticoagulantes. Para tanto, os princípios de escolha do anticoagulante são os mesmos da hematologia e/ou da bioquímica.

» Conservação:

O frio de geladeira (cerca de 8º a 10º C) conservará bem a amostra biológica por um período de cerca de 24 a 48 horas. Mas é importante lembrar que não se deve congelar a amostra biológica sanguínea. O congelamento destrói os elementos celulares.

» Identificação das Amostras:

A identificação deve conter nome do animal, o nome do proprietário do animal, a espécie e raça, sexo, idade, a data e hora da colheita e um breve histórico do problema. Informe ao laboratório todos os medicamentos que estão sendo usados, mesmo os mais banais.


Exame do raspado de pele:

No exame dos raspados cutâneos, pode-se pesquisar ectoparasitas e fungos, e deste material ainda podemos obter amostra para exames microbiológicos de bactérias e fungos. Em algumas afecções, o raspado de pele é um procedimento imprescindível para o estabelecimento de um diagnóstico decisivo.

O raspado deve ser realizado no limite da região afetada com a região sã, ou sobre as pápulas e pústulas em casos de lesões pequenas e difusas, utilizando-se uma lâmina de bisturi. Após a aplicação de um botão anestésico subcutâneo com xilocaína, da área a ser pesquisada deve-se tomar uma dobra da pele entre o dedo indicador e o polegar e, com a lâmina, fazer um raspado profundo a ponto de sangrar efetivamente o ferimento produzido. Assim se obtém sobre a lâmina de bisturi uma papa de material de pele, sangue e pêlos daquela região. A lâmina de bisturi contendo esta papa, bem como os pêlos da região (principalmente os casos em que se suspeita de micose), devem ser colocados dentro de um tubo de ensaio estéril e seco (frasco de tampa vermelha, para obtenção de soro sangüíneo) para serem enviados ao laboratório, onde este material vai ser tratado e examinado.

» Conservação:

O frio de geladeira (cerca de 8º a 10º C) conservará bem a amostra biológica por um período de cerca de 24 a 48 horas. Mas é importante lembrar que não se deve congelar a amostra biológica sanguínea. O congelamento destrói os elementos celulares.

» Identificação das Amostras:

A identificação deve conter nome do animal, o nome do proprietário do animal, a espécie e raça, sexo, idade, a data e hora da colheita e um breve histórico do problema. Informe ao laboratório todos os medicamentos que estão sendo usados, mesmo os mais banais.


Observações finais
Por mais óbvio que possa parecer, estes cuidados básicos aqui expostos não podem ser negligenciados sob pena de grandes erros de interpretação. Portanto, procurem sempre trabalhar com o máximo de critério profissional.

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