Comentários sobre Variação de Resultados em exames de SN (SoroNeutralização)

Palavra do Sanitarista
Comentários sobre Variação de Resultados em exames de SN (SoroNeutralização)

Dr Luiz Eduardo Ristow

Consideramos que o diagnóstico laboratorial tem por função obter informações sobre o estado de um organismo que, em conjunto com outros dados, define o diagnóstico de estado mórbido ou avalia a eficácia de um tratamento ou vacinação. Os exames sorológicos fornecem estas informações que, associadas à clínica e epidemiologia, permitirão comprovar ou rejeitar um diagnóstico presuntivo / hipótese de trabalho.

Portanto, podemos afirmar que cada informação gerada por um Laboratório tem o valor de um sintoma / sinal clínico, com a vantagem de ser suscetível a reverificações e comprovações repetidas. O caráter quantitativo dos exames sorológicos têm vantagem, em muitos casos, de relacionar diretamente o título de Anticorpos obtidos ao grau do desvio patológico ou resposta vacinal observados, mas oferece o perigo da má interpretação quando são ignorados os fatores que podem comprometer os resultados obtidos. Estes fatores ou potenciais de erro precisam e devem ser controlados em toda atividade laboratorial, com especial atenção aos exames que envolvem cultura celular – SN – Soro Neutralização. Os profissionais envolvidos, seja com produção animal ou na realização dos exames, devem considerar os fatores que determinam a confiabilidade dos resultados, a saber:

A - Meio de cultura:

Qualidade, origem e pureza dos componentes
  Referência técnica da formulação utilizada
Conservação e acondicionamento
 

B - Digestão enzimática para produção de células:

Tipo e concentração de enzima
  Temperatura e tempo de digestão
Rendimento celular
 

C - Antígeno:
 

Pureza da cepa e característica intrínsecas (capacidade citopática)
 

D – Sistema Inerte de cultivo (Placas):

Relação excipiente X tapete celular X Vírus
  Taxa de umidade
Embalagem (selo/placa ou rolha / frasco)
Estabilidade

 

Os fatores A e B visam a qualidade do tapete celular e a sensibilidade deste ao antígeno utilizado na prova; o fator C visa a garantia da prova contar com uma constante antagônica real e não apenas teórica. Naturalmente há fatores extremamente importantes, como a qualidade real da célula que, sendo de origem primária (ou seja, vindo de embriões), sofre alterações a cada coleta, ou sendo de linhagem sofre com o número de passagens e a qualidade do congelamento/descongelamento da célula.

Claro que a metodologia utilizada deverá ter referência técnica reconhecida, possibilitando a reprodução dos testes em diferentes laboratórios. Os fatores citados deverão ser protegidos de desvios indesejáveis aplicando-se os controles na rotina laboratorial para minimizar o impacto como:

• Carta de controle: objetiva a rastreabilidade do processo;
• Intervalo de Confiança: permite estabelecer os limites de tolerância do processo;
• Significância Estatística: avalia se a queda de título é atribuída ao acaso.

A negligência de qualquer um destes fatores comprometerá os resultados finais, tendo como consequência o comprometimento do conceito do laboratório. A qualidade dos resultados depende de outra série de fatores cuja discussão não cabe neste comentário (procedimento de coleta, transporte e estocagem de soro, qualidade do soro etc.).

Fatores determinantes em provas de SoroNeutralização:

 

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