Equinos - Doenças e Transporte

EQUINOS - Doenças e Transporte

Mesmo diante dos mais cuidadosos tratos com o nosso amigo, o cavalo está sujeito a doenças infecto-contagiosas e algumas moléstias mais comuns. Por esse motivo, o transporte de equinos é controlado em todo o país e principalmente entre os países membros do Mercosul. No caso desse último, o certificado sanitário apenas será emitido se o resultado negativo for comprovado, em laboratório oficial ou habilitado, para as seguintes doenças:

1. Anemia infecciosa equina

a. Imunodifusão em gel de Ágar (teste de Coggins)

2. Estomatite vesicular

a. Soroneutralização ou
b. Prova ELISA

3. Piroplasmose equina (Babesia equi e Babesia caballi)

a. Fixação de complemento
b. ELISA ou
c. Imunofluorescência direta

4. Leptospirose

a. Mínimo de duas provas sorológicas por técnica de microaglutinação com intervalo de 15 dias entre ambas.


Além destas doenças, podemos considerar outras doenças de importância econômica para os criadores e proprietários em geral: Garrotilho, Tétano, Rinopneumonite equina, Encefalomielite equina, Gripe equina e Raiva.

Tais doenças acometem os equinos com uma certa freqüência e devem ser tratadas como fatores de risco para o animal e para o proprietário quando o animal é para fins produtivos, venda ou compra, esporte etc.

Algumas doenças apresentam sintomatologias semelhantes e, desta forma, precisam de um apoio diagnóstico realizado em laboratório veterinário especializado. Hemogramas, dosagens Hormonais, Raspados de pele.


Controle Sanitário: Moscas, Endoparasitas, Ectoparasitas
Texto:
Haroldo Vargas, Médico Veterinário, CRMV-MG: 3811, especialista em equinocultura
E-Mail: fenarte@net.em.com.br


CONTROLE DE ENDOPARASITAS

Infestações por endoparasitas, comumente chamados de "vermes", são consideradas como um dos principais pontos de perdas econômicas na pecuária. Em equinos, verminoses podem levar a uma série de problemas, como anemia, cólica, redução na performance do cavalo atleta, lesões em diferentes órgãos predispondo a doenças secundárias, redução na taxa de desenvolvimento do animal e, em casos extremos, pode levar o animal ao óbito.

O programa de controle estratégico de endoparasitas deverá ser prescrito por um Médico Veterinário em função da época do ano, do sistema de criação, da infestação existente no Centro Hípico, Haras ou Fazenda de Criação, e dos princípios ativos dos produtos antiparasitários que serão utilizados.

Um antiparasitário eficiente deve possuir um amplo espectro de ação, ser efetivo em todas as formas parasitárias (atuação sobre larvas e vermes adultos), não ser tóxico nem abortivo, ter boa palatabilidade, possuir ação rápida e prolongada e ser econômico.

Os principais produtos utilizados, que possuem uma boa eficácia, têm como principios ativos a Moxidectina, a Ivermectina e a Ivermectina associada ao Praziquantel.

Devido à invasão do mercado por produtos semelhantes de mesmo princípio ativo, é fundamental que o proprietário não se iluda quanto ao preço dos produtos, procurando sempre adquirir formulações idôneas.


CONTROLE DE ECTOPARASITAS

Os principais ectoparasitas que acometem os equinos são os carrapatos, com grande frequência, os bernes, com menor incidência, raramente os piolhos, e as moscas hematófagas, com especial atenção para a Mosca dos Chifres em algumas regiões e as Mutucas e Moscas dos Estábulos, de grande importância na veiculação de doenças.
O controle estratégico dos carrapatos, principais ectoparasitas dos equinos, deverá ser indicado pelo Médico Veterinário responsável. Este profissional avaliará quais espécies de carrapatos estão parasitando os animais. De acordo com o manejo e taxa de lotação da propriedade, o Médico Veterinário prescreverá as etapas deste controle. Deverão ser observadas diversas variáveis, como frequência de banhos e/ou aplicação de produtos tópicos em função da época do ano, além da preocupação constante para que os carrapatos não sejam totalmente eliminados da propriedade. O responsável técnico deverá realizar testes quanto à eficiência dos carrapaticidas, bem como orientar as dosagens, a frequência e a metodologia de aplicação.

As moscas podem gerar diversos problemas na criação dos equinos, como dermatites, ou transmitir diversas doenças, destacando-se as verminoses cutâneas e a anemia infecciosa equina. Grandes populações de moscas, comuns de serem encontradas no meio rural, levam a uma irritação constante do animal, atrapalhando-o ao se alimentar e descansar.

Maiores detalhes serão descritos no tópico CONTROLE DE MOSCAS.

Normalmente os carrapaticidas e mosquicidas utilizados são divididos em dois grupos:

  • Carrapaticidas e mosquicidas para banhos de aspersão;
  • Carrapaticidas para uso tópico em pó.

Assim como os antiparasitários, existe uma série de produtos no mercado. É fundamental, portanto, verificar o princípio ativo e a idoneidade do fabricante.


CONTROLE DE MOSCAS

As moscas são um dos grandes problemas de quase todos os Haras e Centros Equestres. Para o seu controle eficiente é importante conhecer as espécies que ocorrem, seus ciclos biológicos e as formas de controle. As principais moscas que podem ocorrer nos centros são as Moscas domésticas, as Moscas dos Estábulos, as Mutucas, as Moscas Varejeiras e as Moscas dos Chifres. Todas elas provocam a irritação dos animais, que estarão sujeitos a um constante estresse, além de terem um maior gasto energético por ficar constantemente espantanto as moscas. É importante lembrar também que as moscas são veiculadoras de importantes doenças, com destaque para a Anemia Infecciosa equina e a Habronemose. As Moscas dos Estábulos, as Mutucas e as Moscas dos Chifres são as que irritam mais os animais por serem hematófagas, ou seja, sugam o sangue dos animais. A picada destas moscas pode, além de veicular doenças, provocar dermatites. As Moscas dos Chifres e as Mutucas são mais comuns no meio rural do que próximo aos centros urbanos. É importante lembrar também que todas as moscas podem ser transmissoras do berne quando abrigam em seu abdome as larvas de Dermatobia hominis (mosca do berne).

A incidência de moscas está ligada principalmente a dois grupos de fatores: os Bióticos (inimigos naturais, tais como predadores, parasitóides e patógenos das moscas) e os Abióticos (fatores ambientais, tais como temperatura, umidade do substrato, umidade relativa do ar, freqüência de higienização etc.)

Nos períodos do ano que correspondem à maior incidência de chuvas, aliada a altas temperaturas, teremos as condições mais propícias para proliferação das moscas. O esterco é o principal veiculador do desenvolvimento de moscas, por ser um excelente substrato para o seu desenvolvimento. Quanto maior o acúmulo do esterco, melhores serão as condições para o desenvolvimento de moscas, pois manter-se-á maior umidade nas camadas inferiores e propiciará altas taxas de fermentação, elevando consideravelmente a temperatura, aumentando a eclosão de ovos e favorecendo o desenvolvimento de larvas.

O controle de moscas em Centros Hípicos e nos Haras somente é realmente eficiente quando associam-se os diferentes métodos de controle: os métodos culturais, os métodos biológicos e os métodos químicos.

Métodos Culturais: Estes métodos requerem mudanças de atitudes e conceitos. Consistem basicamente em adotar práticas de manejo rotineiras, regulares e disciplinares para que tenham eficiência. Para tal, é fundamental:

  • Manejo correto do esterco, não deixando-o acumular, seja em cocheiras, piquetes ou esterqueiras;
  • Higiene de animais e instalações, não deixando acúmulos de água, feridas abertas com secreção abundante, sobras de ração nos cochos e depósitos.

Métodos Biológicos: Existem alguns inimigos naturais das moscas, tais como ácaros, besouros e vespas, que concorrem com elas, reduzindo sua infestação. Entretanto, o principal inimigo natural das moscas são as aranhas. Apesar de esteticamente não serem desejadas, as teias de aranha são uma excelente forma de controle de moscas. Recomendamos portanto que a quantidade de teias de aranha seja monitorada, ou seja, reduzida em locais onde são esteticamente indesejáveis, mas sem que sejam totalmente eliminadas.

Métodos Químicos: Trata-se do uso de inseticidas, que podem ser de dois tipos: os adulticidas (iscas, pulverizações de instalações, impregnação de cordões, associação com armadilhas) e o uso de larvicidas seletivos (pulverização dos criadouros ou aditivos de rações).
O manejo integrado que utiliza a associação dos diferentes métodos é hoje a metodologia mais recomendada. Vale lembrar também que além das armadilhas naturais, como as teias de aranha, existem ainda diversos tipos de armadilhas artificiais que podem colaborar no controle. O uso de larvicidas seletivos, como a Ciramozina, por exemplo, apesar de terem sucesso comprovado em algumas espécies, ainda não tem seu uso recomendado em equinos.

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