Palavra do Sanitarista 01 - Antibióticos - Orientação para uso racional

Palavra do Sanitarista 01
Antibióticos - Orientação para uso racional

Dr Luiz Eduardo Ristow

Cuidados e orientações para garantir a segurança e a eficácia dos antibióticos.

Ameaça constante mesmo aos melhores planteis, as doenças infecciosas impõem severos prejuízos à suinocultura. Apesar dos esforços para garantir um ambiente saudável, uma alimentação rica e balanceada e um manejo racional dos animais, as bactérias, fungos, rickétsias, protozoários etc. estão sempre prontos para infectar os animais, provocando perda de produtividade e até a morte do animal.

Para o controle dessas doenças, o uso da genética, do manejo racional, da vacinação e da quarentena são imprescindíveis para os melhores resultados, mas quando a infecção já se instalou, só o tratamento dos animais doentes pode garantir sua recuperação e prevenir a disseminação da doença no rebanho.

É aí que entram os antimicrobianos, comumente chamados de antibióticos. Substâncias químicas obtidas naturalmente ou sintetizadas artificialmente pelo homem, os antibióticos são capazes de inibir o crescimento (antibiótico bacteriostático) ou destruir (antibiótico bactericida) os microrganismos patogênicos, como as bactérias, que são as causadoras dessas doenças.

Os avanços tecnológicos têm fornecido à medicina veterinária antibióticos cada vez mais potentes, seguros e versáteis, o que tem facilitado em muito o seu uso e garantido os efeitos desejados. Mas o tratamento com antibióticos exige conhecimentos e cuidados que não devem ser menosprezados, a fim de garantir sua eficácia e segurança e evitar o desenvolvimento de resistência. A resistência dos microorganismos aos antibióticos é um grande malefício que o uso indiscriminado traz. O uso correto dos antibióticos é simples, prático e traz benefícios diretos ao produtor. Com as orientações abaixo você poderá obter o máximo de resultados reduzindo os custos totais do tratamento, para depois escolher corretamente o antibiótico. O grande desafio do tratamento contra as infecções é escolher a "arma" de combate sem se conhecer claramente o "inimigo". Os sinais clínicos de uma infecção (ex: pneumonia) se confundem e podem estar sendo provocados por "inimigos" (ou seja, bactérias) muito diferentes entre si (ex: Escherichia coli ou estreptococos). Isso significa que há grande chance de se escolher uma "arma" (um antibiótico) que não seja capaz de destruir a causa do problema, resultando em perda de dinheiro, tempo e riscos à vida do animal. Por isso, fique sempre atento ao comportamento dos animais de seu rebanho, tenha registros detalhados da produção, examine-os cuidadosamente e peça o auxílio de um veterinário quando houver alguma alteração. A partir desses dados, o veterinário poderá encaminhar o material adequado para o exame de Cultura com Antibiograma e assim fechar o diagnóstico da doença e escolher o antibiótico mais adequado para o tratamento.

Em animais muito debilitados, ou com infecções crônicas, a resposta aos antibióticos é mais baixa, exigindo tratamentos prolongados e aumentando o risco de aparecimento de resistência. Compare o valor do animal e sua chance de cura frente ao custo do tratamento e avalie a possibilidade de substituição deste animal. Isso evita que a doença se prolifere no rebanho, pois a infecção do animal resistente pode se manter no plantel e diminui as chances de cura dos demais animais. A aparente melhora não significa a cura e o animal pode sofrer reincidência da doença, tornando o tratamento mais longo.

As doses terapêuticas dos antibióticos e as vias de aplicação recomendadas são definidas por inúmeras pesquisas científicas no mundo, que servem de referência ao desenvolvimento dos produtos pelas indústrias farmacêuticas. Alterar essas recomendações é desprezar todo esse conhecimento. Siga as recomendações de bula e respeite os intervalos entre aplicações. Se o animal não apresentar melhora no período esperado consulte o veterinário para adotar a melhor solução. Não vá experimentando no escuro vários antibióticos sem uma orientação, pois este é um barato que pode sair muito caro no final.

Use somente produtos idôneos, de fonte certificada. O uso de drogas sem origem bem determinada pode ser perigoso e nem sempre a concentração que está descrita em rótulo é a concentração real. Isto causa inúmeros problemas, pois uma subdosagem certamente não resolve o problema e pode levar à resistência, o que diminui ainda mais as opções para o produtor tratar seus animais. Carência - a maioria dos princípios ativos utilizados na saúde animal deixam resíduos nos subprodutos utilizados na alimentação humana, principalmente leite e carnes. Estes resíduos podem induzir reações adversas ou o desenvolvimento de bactérias resistentes em quem consome estes produtos. Por isso, lembre-se: o mais barato é a PREVENÇÃO, ou seja, um bom manejo sanitário, um bom esquema de vacinações, com uma genética e uma nutrição de boa qualidade.

Seguindo essas orientações básicas, sob orientação de um médico veterinário, você obtém melhores resultados, evitando a resistência e garantindo a melhor relação custo-benefício do tratamento.


Boa escolha e bons negócios!

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