Perguntas mais frequentes em PET

PET

1.

Para o diagnóstico de cinomose, existem dois momentos distintos. Nos casos em que a sintomatologia clínica aparece de forma aguda e o animal não foi vacinado nos últimos 14 dias, recomenda-se solicitar o exame sorológico para detecção de IgM, que é a imunoglobulina presente no início da infecção. Nos casos de animais com sintomatologia clínica já presente e que foram recentemente vacinados, os títulos de IgM vão estar aumentados devido à doença e a vacina sendo assim o indicado neste caso, realizar a detecção de IgG para o diagnóstico da doença.


2.

Após a vacinação o animal tem um aumento leve de IgM que dura apenas 10 a 14 dias e sempre em Score até 02 – após 14 dias da vacinação, os títulos de IgM somem e ficam altos títulos de IgG, que são os anticorpos que garantem a proteção do animal. Neste caso, se você suspeita de Cinomose tem que solicitar o exame com IgM mesmo - se tiver mais do que 14 dias da última vacinação, qualquer título de IgM já é sinal de doença ativa presente.


3.

O swab seco é introduzido através da luz do vestíbulo vulvar até o fundo de saco vaginal, onde faz-se movimentos rotatórios, no sentindo horário e anti-horário, com o objetivo de obter uma quantidade adequada de células para estudo. Nas cadelas portadoras de Tumor Venéreo Transmissível especificamente, o swab seco é introduzido somente até a tumoração, onde se faz os mesmos movimentos rotatórios.

Após a retirada do swab, são feitos esfregaços em duas laminas, imediatamente fixadas ao ar. A técnica é a mesma para as gatas e cadelas de porte ou miniaturas, porém o espéculo vaginal não é usado.

As indicações para este exame são de avaliar:

* Alterações do ciclo estral
* Anestro prolongado
* Proestro e Estro prolongados
* Determinação da fase do ciclo estral
* Determinação do momento de cobertura ou inseminação artificial.


4.

Para aumentar a certeza do diagnóstico laboratorial,  uma vez que se trata de doença grave e de uma zoonose. Um método sorológico (ELISA) complementa o outro (RIFI) em  sensibilidade e em especificidade. A análise dos dois em conjunto nos proporciona um diagnóstico laboratorial mais seguro e confiável.


5.

Não. Devemos analisar cada método de forma separada e discutir cada caso individualmente  com o TECSA Laboratórios. Atualmente, por ser contituído por apenas uma proteína recombinante (S7) o método ELISA (utilizado nos laboratórios privados) é mais específico do que o RIFI, que por sua vez é mais sensível. Portanto, pode ocorrer discordância entre as sorologias, principalmente no início da infecção.


6.

Podem.

No caso de suspeita de reação cruzada a primeira coisa a fazer são os testes diagnósticos de patologias que podem levar a este quadro. Pesquise a presença de hemoparasitas, inclusive a presença deTripanossoma. Não se esqueça de situações como Prenhez, Piometra, Dermatopatias crônicas, Vacinas etc.


7.

* Pode ser Reação cruzada com outra patologia (Babesia, Erliquia, Tripanossoma)

* Pode ser o início de uma soroconversão de animal infectado pois, com a RIFI mais sensível do que o ELISA , nós podemos começar a ter Reagentes apenas no RIFI. Repita o exame após 30 dias - neste intervalo este animal será considerado suspeito, use coleira com Deltametrina + repelentes tópicos. Caso se mantenha da mesma forma, siga o Algoritmo.

* Caso o título da RIFI seja 1/80 solicite diluição Total ao TECSA, caso venha maior ou igual a 1/160, descarte reação cruzada e considere este animal como Reagente.

Este resultado também pode ocorrer quando existe uma hemólise muito acentuada da amostra.


8.

O exame de Reação de IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA- RIFI é o exame sorológico que sai com títulos, se der Reagente. Começando com 1/40- que consideramos um título baixo e na zona cinza da RIFI  (o MS considera este título suficiente para sacrifício), e indo até títulos como 1/1280 ou mais. Quanto maior o título da RIFI, pior o prognóstico, segundo a literatura científica. Portanto, saber em qual patamar, com qual título está o animal que foi encaminhado é muito importante. No TECSA você pode solicitar a  Diluição TOTAL - na rotina diluímos até 1/80, mas se solicitar diluição Total vamos diluir até o máximo. Títulos maiores ou iguais a 1/160 já afastam a possibilidade de ser uma reação cruzada; as reações cruzadas são quase sempre com títulos de 1/40 e até 1/80.


9.

O exame Proteína Total e Frações (Proteinograma) - Relação A/G é de grande auxílio para este fim. A importância deste exame como mais um exame complementar no diagnóstico da LVC, está comprovada por trabalhos científicos publicados. O TECSA relatou esta correlação há muito tempo e agora diversos pesquisadores corroboram nossa experiência. Solicite, sempre junto à sorologia para Leishmaniose, o exame.


10. Exames Sorológicos de animais vacinados para Leishmaniose são sempre reagentes?

Até o momento, na nossa experiência acumulada de centenas de exames de animais vacinados com até quatro doses, nós observamos que aqueles cães que apresentaram sorologiaestavam realmente infectados com a Leishmania. Ou seja, ao contrário do que se supunha, a vacinação não parece tornar o animal soropositivo ao exame. Desta forma continua sendo válido solicitar a sorologia para o diagnóstico de doença mesmo em animal vacinado. Recomendamos solicitar o exame com a Diluição Total, pois quanto maior o título, mais certa a chance de ser um animal infectado.


11. A  Hemólise pode afetar o resultado?

Em um trabalho publicado nos Anais da  X Reunião de Pesquisa em Leishmaniose - em Uberaba/  outubro de 2006 - concluiu-se que a hemólise afeta a sensibilidade dos métodos - sobretudo do ELISA. A mesma cai para 75% em soros hemolisados. Isto pode explicar diversos resultados que acompanhamos na prática diária e que apresentam variação de sensibilidade em um mesmo cão em amostras diferentes. Portanto, garanta que o processo de retração do coágulo seja muito bem feito no momento da coleta. O soro não deve estar hemolisado, e isto consegue-se com uma boa coleta.


12. Por que a dosagem de glicose deve ser realizada em tubos tampa cinza (contendo fluoreto de sódio)?

O fluoreto de sódio é o anticoagulante adequado para dosagem de glicose por minimizar o processo de glicólise (quebra da glicose do momento que o sangue é colhido até o processamento deste). Amostras sem este anticoagulante podem apresentar resultados menores do que aqueles coletados adequadamente, ou seja, ocorre alteração no valor do resultado.


13. Por que a urina deve ser fresca para a realização do exame de urinálise?

Em urinas envelhecidas podem haver proliferação bacteriana e consequente alteração da flora e do ph, levando a uma alteração errônea da amostra. Além disso, certos componentes podem aparecer como estruturas degeneradas, não podendo ser facilmente identificados. Daí a importância de enviá-la em até 24 horas após ter sido colhida e mantendo-a sempre refrigerada.


14. Qual a quantidade ideal de urina para a realização da sua análise?

A quantidade ideal é de cerca de 10 ml. Amostras menores podem ser processadas correndo-se o risco de não serem visualizados alguns componentes que poderiam estar presentes numa amostra maior e, além disso, diante da necessidade de se repetir o exame por algum motivo, a amostra será insuficiente.


15. Qual a quantidade adequada de fezes para realizar um exame parasitológico de fezes completo?

A quantidade adequada é de no mínimo, 10 gramas.


16. Por que exames parasitológicos de fezes podem ter resultado negativo mesmo que o proprietário afirme ter visto vermes nas fezes?

Alguns parasitos/vermes realizam a postura intermitente,ou seja, realizam a postura durante alguns dias e permanecem outros sem realizá-la. Logo, as fezes coletadas em dias em que não houve ovipostura terão resultados negativos. Esse é o caso da Giardia lamblia, do Trichuris vulpis e do Dipyllidium caninum, por exemplo. O TECSA, disponibiliza um coletor de fezes com conservante apropriado para uso em medicina veterinária no qual se podem colocar fezes colhidas por 3 a 4 dias seguidos minimizando este problema.


17. Qual a frequência adequada para a repetição do exame parasitológico de fezes em casos de parasitismo por protozoários?

O ideal é que sejam coletadas 3 amostras em dias alternados para diminuir o risco de haver resultados falso-negativos, aumentando assim as chances de coletar fezes com ovos.


18. Existem resultados falso-negativos em pesquisa de hematozoários?

Sim, às vezes podem existir. A visualização dos hemoparasitos em esfregaços sanguíneos corados pode ser bastante difícil em casos crônicos, sendo sugerido utilizar sangue periférico coletado através de punção de ponta de orelha ou de cauda em microtubo de tampa roxa. Na fase aguda a identificação dos parasitos é mais fácil, embora também possa haver resultados negativos nesta fase. Na lâmina examinada pode não haver parasitos, mas isso não significa que o animal esteja negativo, já que o esfregaço representa uma pequena amostra do sangue total do animal. Além da pesquisa de hematozoários, pode-se fazer o diagnóstico através da técnica de PCR (exame mais preciso) ou através de exames sorológicos específicos, os quais o TECSA Laboratórios também realiza.


19. Para um animal recebendo tratamento a base de antibióticos é possível a realização de coleta de material para exame bacteriológico?

É possível, mas não é aconselhado, pois há o risco de interferência no resultado, já que o antibiótico inibe a multiplicação e o crescimento bacteriano. O ideal é que o animal permaneça por cerca de 7 dias sem usar nenhum tipo de medicação. É importante ressaltar que estas observações são válidas também para a cultura de fungos.


20. Qual a quantidade de sangue ideal a ser coletada para realizar um hemograma?

O hemograma pode ser realizado com uma pequena amostra de sangue, desde que não haja desproporção entre esta quantidade e a quantidade de EDTA. Nós, do TECSA Laboratórios, recomendamos a coleta de 2 ml de sangue, que deve ser acondicionado em tubo de tampa roxa (com EDTA) e devidamente refrigerado (2 a


21. Cão vem a óbito com suspeita de LEPTOSPIROSE. Qual exame solicitar para confirmar ou não suspeita desta zoonose?

Deve-se realizar NECROPSIA (com os devidos cuidados de biossegurança) e colher material para os exames de:

a- Histopatologia do Fígado e Rins, pois assim se detecta se havia uma hepatite por Leptospirose e outras causas, assim como verifica-se a presença de Leptospira nos Rins com coloração especial.

b- Cultura de Leptospira.


22. Qual é o interesse no diagnostico de Panleucopenia Felina?

A detecção de antígenos de vírus da Panleucopenia Felina (FPV) em fezes de gatos.


23. Quais são os sintomas mais comuns da Panleucopenia Felina?

Os sintomas são variáveis dependendo da virulência do vírus, do estado imunológico do hospedeiro e de possíveis complicações bacterianas associadas. Existem, basicamente, duas formas clinicas de apresentação. A forma mais clássica está associada a um quadro de gastrenterite junto com leucopenia, enquanto que a forma atípica afeta principalmente a recém-nascidos e está associada a uma sintomatologia de tipo nervosa.


24. Qual é a prevalência da Panleucopenia Felina?

Existem poucos dados disponíveis a respeito da prevalência da doença. Embora tenha diminuído notavelmente graças às vacinações, porém é muito frequente em gatos de rua ou procedentes de bandos, sendo uma das principais causas de mortalidade nestes grupos.
 

Páginas: 1/2/3/4

Unidade Matriz
Av. do Contorno , 6226 - Savassi
30.110-042 - Belo Horizonte- MG/Brasil
PABX: (31) 3281-0500
Email: sac@tecsa.com.br
Horário Atendimento Tecsa
Cadastre-se para
Receber Novidades
Receba as novidades do TECSA
Facebook