Perguntas mais frequentes em PET 1

25. Qual a mortalidade da Panleucopenia Felina?

A mortalidade é alta, entre 25 e 90%, com uma grande variedade dependendo da precocidade com que se realizam o diagnóstico e o tratamento. Portanto, é muito aconselhável realizar um teste em qualquer gato, especialmente jovem, procedente de grupos de risco, que apresente sintomas compatíveis com a doença.


27. Qual o interesse em diagnosticar o Coronavirus canino?

O Coronavirus canino demostrou ser um patógeno muito mais frequente do que se pensava. Muitos quadros clínicos compatíveis com parvovirose demonstraram ser causados, na verdade, por Coronavirus canino. Poder realizar um diagnóstico conjunto de Parvovirus e Coronavirus facilita enormemente o prognóstico e a tomada de decisões na clínica. Também são cada vez mais frequentes as co-infecções por ambos os vírus.


28. Que devo fazer se não posso utilizar as fezes no momento?

As amostras devem ser analisadas em um prazo de poucas horas depois da coleta. Podem ser refrigeradas ou congeladas até por 48 horas, mas o diagnóstico de parvovirose e coronavirus perde todo seu interesse se não for realizado de imediato, já que seu valor é a efeito não só de diagnóstico, se não de prognóstico, e tomada de decisões no tratamento a seguir: necessidade de hospitalização, fluido terapia etc.


29. Como devo interpretar um resultado positivo a Parvo sem sintomatologia?

Este teste detecta excreção viral muito precocemente, bem antes do aparecimento de gastrenterites hemorrágicas. Se temos um resultado positivo em um cão que teve contato com outros doentes ou que começa com uma sintomatologia inespecífica, há grande possibilidade que em poucas horas comece um quadro de gastrenterites hemorrágicas.


30. Cinomose canina - como diagnosticar e interpretar?

Para o diagnóstico de tal enfermidade há atualmente disponíveis testes sorológicos, pesquisa por microscopia óptica e biomoleculares.

O teste IgM é mais adequado para avaliar exposição recente ao antígeno viral (exposição natural ao vírus), até 3 a 4 semanas de contato com o antígeno. O teste disponibilizado pelo TECSA tem sensibilidade de 93,1% e especificidade de 95,5% para a detecção da Cinomose. Já a análise de IgG está mais indicada para se verificar exposição mais antiga ao antígeno, sendo este indicado para o “Titer test” – aquele teste que reflete o “Status” imunológico do cão e verificar se o animal necessita de revacinação por Médico Veterinário.

Em resumo, os testes IgM são para informação de exposição recente, porém com as ressalvas dos resultados “falsos-positivos” devido à uma vacinação para cinomose há menos de 20 dias. Os testes IgG são mais adequados para detectar a exposição prévia, acima de um mês e para a verificação do “status” imunológico (status vacinal).

Durante a viremia, o vírus da cinomose se replica em algumas células sanguíneas e endoteliais. Durante este processo, resquícios da replicação viral são encontrados nas células e estes são denominados corpúsculos de inclusão de Lentz. A presença destes corpúsculos eosinofílicos e intracitoplasmáticos serve como diagnóstico definitivo para a doença, porém a sua ausência não descarta a possibilidade de existência da doença. O mesmo comentário é válido para pesquisas realizadas em cortes histológicos, porém sua aplicabilidade tem sido mais direcionada como exame complementar após procedimento de necropsia. Nesse contexto, vale ressaltar que a presença do antígeno também pode ser evidenciada in vivo por ensaio imunocromatográfico utilizando amostras de secreções obtidas na fase onde os sinais clínicos ocorrem, sendo evidência da replicação viral e picos febris.

O TECSA Laboratórios oferece 6 análises diferenciadas para auxílio no diagnóstico da Cinomose canina:

EXAME

MÉTODO

AMOSTRA

PRAZO DE ENTREGA

Cinomose IgM +Parvovirose IgM

Imunocromatografia

1,5 mL de sangue total em tubo de tampa vermelha ou 0,5 ml de soro.

01 dia

Cinomose IgM

Cinomose IgG

Cinomose Pesquisa do Antígeno

Swab de secreção de conjuntiva ocular,mucosaoral,urina ou secreção nasal.

Cinomose Pesquisa de Corpúsculo de Inclusão

Pesquisa Direta

1,5 mL de sangue total em tubo de tampa roxa.

01 dia

Exame histopatológico

Pesquisa direta realizada de inclusões virais em tecido nervoso e/ou bexiga (post-mortem).

Fragmento de órgão (tecido nervoso ou bexiga) acondicionado em solução de formalina a 10%.

05 dias


31. Distúrbios Hormonais – Como Diagnosticar?

Os animais, assim como os seres humanos, podem apresentar uma série de distúrbios hormonais, não havendo predisposição por idade, sexo ou raça.

Em geral são caracterizados por um conjunto de sinais e sintomas determinando síndromes que, apenas ao exame clínico, não permitem um diagnóstico conclusivo. Portanto torna-se necessário tanto para fins diagnósticos como avaliação do tratamento a realizações de exames laboratoriais que envolvem provas hormonais específicas além de avaliações indiretas demonstradas por provas hematológicas e bioquímicas.

A casuística de endocrinopatias abrange disfunções relacionadas principalmente às glândulas tireóide, adrenal e pâncreas (endócrino), sendo o Diabetes, Hiperadrenocorticismo, Hipotireoidismo e Hipertireoidismo as mais frequentes.

Para o diagnóstico dessas e outras enfermidades do sistema endócrino o TECSA Laboratórios oferece a você as seguintes análises, metodologias e prazo de entrega:

HORMÔNIOS

METODOLOGIA/MATERIAL

PRAZO (dias)

Avaliação Hormônios Sexuais

LH

Eletroquimioluminescência

02

Estradiol

Estradiol

Radioimunoensaio

Progesterona

Quimioluminescência

FSH

Testosterona

Avaliação da Função Tireoidiana/Paratireoidiana

PTH - Paratormônio

Quimioluminescência

03

T3 Total

02

T4 Total

T4 Total Pós-Levotiroxina

TSH

Radioimunoensaio

T4 Total

T4 Livre

T3 Total

T4 Total Pós-Levotiroxina

T4 Livre

Eletroquimioluminescência

T4 Livre Diálise

Diálise seguida de RIE

03

Avaliação da Função Pancreática Exócrina

Insulina

Quimioluminescência

02

Avaliação da Função Adrenal

Cortisol Basal

Eletroquimioluminescência

02

Cortisol Urinário

Cortisol Pós-supressão com Dexametasona (Basal e 4 Horas, Basal e 8 Horas ou Basal, 4 e 8 horas)

Cortisol Pós-estímulo com ACTH

Cortisol Basal

Radioimunoensaio

Cortisol Pós-supressão com Dexametasona (Basal e 4 Horas, Basal e 8 Horas ou Basal, 4 e 8 horas)

Cortisol Pós-estímulo com ACTH

ACTH Hipersensível

Quimioluminescência

Relação Cortisol/Creatinina Urinária

Eletroquimioluminescência / Enzimático

PERFIS FACILITADORES

PRAZO (dias)

Curva glicêmica (Glicose - Até 5 determinações)

01

Perfil Andrológico  (Espermograma + Testosterona)

03

Perfil Glicêmico (Glicemia de Jejum + Glicohemoglobina + Frutosanima + Dosagem de Insulina)

02

Perfil Hipotireoidismo (Hemog., Colesterol, Fosf. Alcalina , TSH, T4Livre )

02

Perfil Hiperadrenocorticismo (Hemog., Sódio, Potássio , Uréia , Cortisol Basal)

02

Perfil Hipertireoidismo Felino (Hemog. Felino, ALT(TGP),Creatinina, TSH, T4 Livre )

02

Perfil Cão Obeso  (Hemog. , TSH , T4 livre , Cortisol Basal , Colesterol Total, Glicemia, Uréia e Creatinina )

02

Perfil Geriátrico II  (Hemog. ; Urina Rotina ; Glicose ; Uréia : Creatinina; T4 Livre ; TGP (ALT))

02

Perfil Reprodutivo (Hemog., 02 Citologias Vaginais, 02 Progesteronas e 01 Brucelose)

04

Perfil Reprodutivo Patologias (Hemog., Estrógeno, Testosterona, Progesterona,Citologia Vaginal, Brucelose)

03

Perfil Tireoidiano (T4Total;T4 Livre;TSH)

02


Consulte nossa equipe de veterinários quanto a protocolos de coleta e verifique em nosso manual de coletas as informações a respeito de tipo, volume e armazenamento de amostras para envio!


32. Tenho um cão com resultado para LV-ELISA Reagente e RIFI Reagente 1:80 com sinais clínicos. Fiz um "in print" da lesão e não foi observado parasita. Como interpretar?

Animal provavelmente positivo mesmo. A pesquisa direta tem baixa sensibilidade, por isso o resultado negativo, e por isso também recomendamos como parasitológico a ImunoHistoquímica da Lesão (ou linfonodo infartado ou na ausência destes de pele da orelha).


33. Para que serve a dosagem de Gama GT – GGT ?

"GGT (gama glutamil transpeptidase) Está presente na membrana dos hepatócitos e canalículos biliares, apresentando elevações também em situações de colestase. Está presente também nos rins e pâncreas, mas sua alteração está sempre relacionada com lesões hepatobiliares ou indução por corticosteróides e anticonvulsivantes. É importante nos pequenos animais, sendo mais sensível nos gatos. A grande vantagem sobre a FA é não sofrer elevação com o aumento da atividade osteoblástica. Tem alta especificidade mas baixa sensibilidade. Nos grandes animais é bem sensível e aumenta rapidamente nas afecções hepatobiliares com colestase, sendo encontrada ainda nestes animais no epitélio mamário, renal, ductos biliares e intestinos. Nos equídeos é melhor indicador de colestase que a FA".

Fonte: apostila de patologia clínica UFMG -  Adriane Costa Val Bicalho e Rubens Carneiro


34. Recebi um valor de dosagem de insulina muito baixo. O que pode significar isto?

A insulina dosada em laboratório é a insulina sintética medicamentosa - não dosamos insulina endógena. Portanto, se o paciente não estiver tomando insulina, não vai dar nenhum resultado mesmo. A dosagem laboratorial da insulina é para o controle do tratamento com insulina. A primeira questão a ser respondida é: qual a insulina sintética que este animal tomou e qual o horário em relação à coleta?


Se o animal tem sinais de diabetes e a dosagem da glicose está normal, será interessante dosar a frutosamina - lembrando que a frutosamina é colhida no tubo com EDTA. Sangue com hemólise faz alterar todos os parâmetros.


35. Gostaria de saber em que dia do cio devo coletar amostra para dosar progesterona, para identificar dia correto para cruzar?


Os cios duram em média de 15 a 20 dias, sendo que nos primeiros 9 dias (correspondente ao pró-estro) ocorre o "sangramento", que em alguns animais pode estar oculto, não havendo também edema de vulva (cio seco ou silencioso). Do 9º ao 15º dia o período é correspondente ao "cio propriamente dito", período em que a fêmea está receptiva ao macho.

Levando-se em consideração a cronologia do ciclo estral e as manifestações clínicas, ressaltamos que apenas 1 dosagem de progesterona não é satisfatória para se determinar o momento correto para o acasalamento/inseminação, sendo também necessárias avaliações citológicas em conjunto (CITOLOGIA VAGINAL) e sequenciais, de preferência com intervalos de 2 a 3 dias (para maior segurança, exemplo: 8º, 10º e 12º), além da avaliação dos demais hormônios como LH, FSH e Estradiol.

Ressaltamos que possuímos Perfis Facilitadores que englobam as seguintes análises:
 

  • Perfil Triagem Hormonal para Fêmeas: T4 total RIE, TSH, Cortisol Basal RIE, Progesterona, Estradiol RIE - Prazo: 2 dias
     
  • Perfil Reprodutivo Ciclo Estral II: 03 citologias vaginais seriadas + 01 dosagem de progesterona -  Prazo: 3 dias
 Segue um algoritmo para predição do estro/fertilidade. Em nosso site encontra-se o nosso informativo  PET com a "Determinação do ciclo estral em cadelas" . 
 




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